Intuição, um modo diferente de perceber

Durante séculos, o processo intuitivo foi (e ainda é, em grande medida) considerado um fenômeno paranormal. Na verdade, é apenas uma forma de obter informação, não mediada pelos sentidos, e está disponível para todos os seres humanos. Mas algumas pessoas têm intuição mais desenvolvida que outras.

 

Maria da Luz Calegari

 

 

Em 1920, o psicólogo suíço Carl Gustav Jung dividiu a humanidade em oito grupos: os sensoriais, os intuitivos, os pensadores e os sentimentais, parte deles extrovertidos e outra parte introvertidos. Daí serem oito tipos. A teoria de Jung teve aceitação em alguns ambientes, mas foi rechaçada nos meios acadêmicos, onde predominavam as idéias de Freud. Foram necessários 60 anos para que a tipologia junguiana fosse corroborada pela Neurociência. Em 1981, o médico e neurocientista norte-americano Roger Sparry ganhou o Nobel de Fisiologia por ter conseguido localizar as funções mentais (ou cerebrais) e reconhecer suas características.

 

Sparry comprovou que o hemisfério esquerdo do cérebro é sensorial (S) e pensador (T) e o direito é intuitivo (N) e sentimental (F). A Sensação e a Intuição são as duas formas  utilizadas pelas pessoas para se informarem sobre o universo e sobre si mesmas, enquanto Pensamento (raciocínio lógico) e Sentimento (valoração) são processos de análise e tomada de decisão.

 

Uma função pouco utilizada

 

Embora o cérebro (ou mente) de todos os seres humanos normais seja dotado de duas funções de percepção (sensação e intuição), sabe-se que apenas 25% da humanidade dá mais importância às intuições do que à informação que lhes chega pelos sentidos. Pode-se afirmar, com o apoio de estatísticas mundiais, que 75% das pessoas são como São Tomé. Preferem ver, ouvir, apalpar, cheirar, degustar, medir e quantificar coisas concretas do que acreditar em palpites, possibilidades, hipóteses, insights.

 

Vivemos em um mundo de fenômenos físicos. Portanto, não é de espantar que a imensa maioria da população terrena prefira dar mais atenção às informações que lhes chegam pela via sensorial. Isso não quer dizer que os intuitivos descartem a informação que apreendem pelos sentidos. Ao contrário. Esta é cotejada com os insights proporcionados pela intuição.

 

As pessoas que mais se valem da intuição são os cientistas, os inventores, os professores, os terapeutas, os xamãs e os escritores. A intuição é a principal ferramenta para obter compreensão ampla, para a criatividade e a inovação, porque a mente do intuitivo é randômica, holística, formula hipóteses, persegue a novidade e o desconhecido. A maioria das descobertas no campo das Ciências é fruto de palpites e testes de possibilidades de pessoas intuitivas.

 

Um dos maiores exemplos, nesta área,  foi o físico Albert Einstein, responsável pelo avanço científico, em vários campos, por todo o século vinte e também no 21. Em 1916, Einstein intuiu que a velocidade da gravidade era igual à velocidade da luz (cerca de 300 quilômetros/segundo no vazio). Em janeiro de 2004, uma equipe internacional de radioastrônomos mediu pela primeira vez a velocidade da propagação da gravidade, confirmando a hipótese de Einstein!

 

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